
Eu decidi de esquecer… deletei teu número dos meus contatos e apaguei todas as mensagens que você me mandava, deletei tuas fotos e junto a elas todos os textos que eu fazia especialmente pra você, resolvi mudar de rumo… já havia um tempo que eu forjava sorrisos e passava noites e mais noites em claro pensando no que eu poderia ter feito de errado e no que eu poderia ter feito para dar certo, enquanto o erro talvez não estivesse em mim, eu sempre tentei dar o meu melhor mas de vez em quando você deixava que as suas falhas fossem percebidas e nem fazia nada pra tentar concertá-las. Eu cuidei, corri atrás, pedi desculpas após todas as brigas sem nem mesmo ter feito nada, fiz tudo e muito mais para salvar o que tinhamos.. e você? era praticamente um caso perdido, pra falar a verdade eu sempre lutei sozinha e não é de hoje.. acho que era realmente um daqueles amores em que apenas uma pessoa ama sabe? e essa pessoa era eu, e mesmo sabendo disso eu continuava lutando porque você era a única pessoa que fazia meu coração bater como ninguém nunca fez.
— Carol Nunes (c-t)

Deitada sob um pequeno espaço no chão do meu quarto observando a bagunça que permanecia ele, tal bagunça que parecia aquele que constituía meu coração e me confundia cada vez mais. Era uma bagunça que podia ser arrumada rapidamente.. tudo seria posto em seu devido lugar de um modo prático, rápido e fácil, tudo tomaria seus eixos outra vez, nada estaria bagunçado novamente.. mas esse é o meu quarto. Já o meu coração era uma bagunça completamente difícil de arrumar, cada detalhe que estava fora do lugar fazia parte de uma lembrança, que se mexida poderia causar dores maiores.. uma bagunça da qual ninguém poderia arrumar, nem a mãe, nem o pai, nem os irmãos, nem os amigos, porque não eram objetos os objetos que estavam espalhados pelo chão do quarto e a toalha molhada que estava em cima da cama, era uma bagunça emocional.. da qual somente o dono dela era capaz de tentar arrumar e por tudo em ordem outra vez.
— Carol Nunes (c-t)

Como diz aquele ditado “É quando a gente menos espera que as coisas acontecem”, foi exatamente isso que ocorreu. Enquanto eu me via sozinha em um profundo mar de escuridões, você me apareceu estendendo a mão querendo me tirar do mais profundo abismo onde eu permanecia por muito tempo, eu me neguei a sair, afinal, tinha medo que ganhasse sorrisos e acabasse naquela rotina monótona novamente… você insistiu e foi paciente, discordou de todos os meus planos de desistência e fez com que eu me reergue-se outra vez, você me devolveu os sorrisos que já havia sido levados pelo vento e me trouxe a mais linda nuvem de felicidade que o tempo havia escondido, você me salvou da profunda escuridão que me cercava todos os dias e me fez viver o que se passava enquanto eu dormia, e simplesmente do nada você se tornou tudo, tudo aquilo que eu sempre imaginei.. não como eu imaginei, era meio imperfeito, tinha lá suas manias e defeitos, mas só pelo fato de ser o único a ter me feito sorrir, você se tornou um dos melhores motivos para continuar.
— Carol Nunes (c-t)